Aos poucos, o governador Renan Filho (MDB) vai se despindo da característica assumida logo no primeiro mandato- a de virar uma expressiva liderança política no Nordeste- para se transformar em um político paroquial, resumido a combater focos de incêndio na administração estadual, um mero herdeiro de Renan Calheiros em Brasília.
Nas reuniões do Consórcio Nordeste, por exemplo, Renan Filho não apareceu por 3 vezes. Na última, em 16 de setembro (realizada em Natal), nem foi nem pediu ao vice, Luciano Barbosa, para representá-lo.
A ONU convidou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), para ser o porta-voz do Nordeste na Cúpula do Clima, dos dias 23 a 29, em Nova York.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), é reconhecido nacionalmente pelos méritos de sua gestão, além de uma voz lúcida de oposição a Jair Bolsonaro.
Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, que herdou folhas de pagamento em atraso, virou porta-voz do Consórcio Nordeste. Ela, aliás, voz contra o impeachment de Dilma Rousseff, a farsa política que jogou o Brasil nos porões do obscurantismo.
Para além da (ótima) gestão de George Santoro na Secretaria da Fazenda, o quê Renan Filho tem a mostrar para o cenário nacional?




