Início melindroso de ano nas contas do Governo Federal, incerteza sobre o dia da votação do orçamento na Assembleia Legislativa, negociado avidamente pelos deputados.
É neste cenário que a era Renan Filho fala em gerar 400 postos de trabalho nos primeiros seis meses deste ano com a instalação de duas grandes lojas do varejo de construção.
Mas, o governador corre o risco de- mais uma vez- agir com pouca medida e mais emoção à flor da pele.
A agroindústria canavieira vai desempregar um contingente extraordinário de trabalhadores também neste primeiro semestre com o fim da safra da cana e estes números vão impactar na geração de empregos.
O que será dito?
Ou o Governo tem uma estratégia guardada a sete chaves para um plano de estruturação social a estes milhares de trabalhadores dos canaviais?
Claro, políticas de incentivo devem ser divulgadas mas o olhar ao redor permite perceber que o cenário é uma mistura entre o cuidado e o zelo.
Estados anunciam atraso no pagamento do décimo terceiro salário, que deveria estar pago em dezembro.
Há um preparo, para depois do carnaval, de uma mesa de negociações com os servidores públicos em busca de aumento.
Com eles, o Governo muda os gestos e mostra os números.
Por que existem duas máscaras?
A propaganda pode explicar muita coisa.
Mas e quando a euforia de carnaval acabar e o mundo voltar ao normal?
Que valha a realidade por mais dura- e instigante- que ela possa ser.
