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Renan e JHC disputam a maior torre de Babel

Ambos se parecem nas redes sociais: mostram obras e disputam mais cimento nas fundações de suas torres de Babel, afinal a força do dinheiro sempre ajuda a erguer ou destruir coisas belas.

Os números de Alagoas, porém, apontam que essa política – antiga- de pó e sombras enfileiradas não é suficiente para alterar índices sociais.

Segundo o IBGE, o biênio 2026 e 2027 pode ser o último do crescimento populacional. A partir daí teremos menos nascimentos e isso impacta na política previdenciária. É preciso uma discussão, um debate público que vá além dos mais pobres sempre sustentarem os andares de cima da torre.

A pobreza caiu (40,9% da população em 2024, o menor nível histórico) mas a média de pessoas com estudo é de 8,2 anos, ou seja, uma mão de obra barata e de baixíssima qualificação profissional, recebendo no máximo um salário mínimo e um quase inexistente estado de bem estar social. 7,74% é analfabeta e menos de 300 mil pessoas possuem curso superior.

O PIB cresceu 3,54%- mais que a média nacional- mas por que a única maternidade para gestantes de alto risco de Alagoas – a Santa Mônica – está superlotada?

No desfile de concreto e sorrisos arreganhados, JHC e Renan Filho devem ser instigados a deixar suas zonas de conforto. Sob pressão, ambos darão uma contribuição mais significativa no debate público, para além dos ataques ou troca bolas de lama.

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