Algumas horas separam a discussão no Supremo Tribunal Federal sobre as regras de tramitação do impeachment contra a presidente Dilma no Congresso Nacional, marcada para amanhã, e as tratativas hoje do orçamento da União- capitaneadas por Renan Calheiros.
Ele, presidente do Congresso, adiou para hoje a sessão que inclui a mais nova proposta de Dilma: a revisão da meta fiscal, que pode derrubar o ministro da Fazenda, Joaquim Lévy.
O bolso faz o brasileiro reprovar a chefe do Executivo.
Diz o Ibope que 82% rejeitam a segunda era Dilma.
A discussão sobre o orçamento da União envolve cortes de R$ 10 bilhões- rejeitados pelos congressistas- a meta fiscal e claro o futuro do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o terceiro na linha da sucessão ao Planalto se Dilma for impichada.
Há, também, outra expectativa: a posição de Renan Calheiros após a Operação Catilinárias
Ele vai adotar um tom mais bélico com o Governo Dilma?
Romperá publicamente?
Vai sinalizar com a oposição?
Renan assistiu pela TV seus assessores dando explicações na sede do PMDB alagoano sobre mais uma ação da Polícia Federal.
E a partir daí?
O silêncio pode ser quebrado hoje à tarde. quando Renan vai estar sentado na principal cadeira do Congresso Nacional.
O país em convulsão pode mostrar um Renan Calheiros mais conciliador porque o futuro do Governo Renan Filho depende da aprovação do orçamento federal.
E o orçamento daqui- via Assembleia Legislativa- espera o de Brasília para também ser oficial.
Renan Calheiros: eis o ponto de conciliação. Ou de discórdia.




