Renan Calheiros e outros governistas abandonam CPMI do INSS

Brasília (DF) 04/05/2023 Sabatina de Luiz Fernando Corrêa que foi indicado para (ABIN) Agência Brasileira de inteligência na comissão de relações Exteriores. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Em uma reviravolta que enfraquece a base governista, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) confirmou sua saída da CPMI do INSS.

A desistência de Calheiros, que era membro titular, levou o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), a ter que indicar um novo nome para a vaga. O próprio Braga também abandonou a comissão.

“Não saí porque nunca entrei. Avisei [ao líder Eduardo Braga] antes de começar”, declarou Calheiros, frustrando os planos do governo de tê-lo na comissão.

A movimentação se junta a uma série de sete trocas de membros promovidas pelo governo, todas após a derrota na eleição para o comando da CPMI, que ficou nas mãos da oposição.

Outros nomes importantes da base governista, que haviam atuado na CPI da Covid, também foram substituídos. Omar Aziz (PSD-AM), que era cotado para a presidência, e Otto Alencar (PSD-BA) foram removidos da comissão após o revés.

O único nome de destaque da antiga CPI a permanecer foi o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

A troca de farpas entre Randolfe e Aziz no dia da eleição evidenciou o clima tenso, com Aziz reclamando que o líder do governo chegou atrasado e não contabilizou os votos antes da disputa.

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, admitiu que a derrota na CPMI foi um erro de articulação política do governo.

Com informações da CNN Brasil.

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