O senador Renan Calheiros (MDB-AL) descartou qualquer possibilidade de apoiar o deputado Arthur Lira (PP-AL) em uma eventual aliança política para as eleições de 2026. Em declaração à colunista Andreza Matais, do portal _Metrópoles_, Renan foi categórico: “Sem chance de apoiar o Lira. Quero distância”.
A fala do senador ocorre em meio a articulações do governo federal para tentar aproximar lideranças do MDB e do PP, mirando a composição de chapas para o Senado. Segundo a coluna, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a tentar promover encontros entre Renan e Lira, mas o senador compareceu a apenas um e afirmou ter se sentido constrangido com a presença do adversário no palanque.
Renan também criticou o papel de Lira na política alagoana, acusando-o de prejudicar os interesses do estado e de transformar a eleição passada em uma “carnificina”. A resistência do senador se estende à possibilidade de seu filho, o ministro dos Transportes Renan Filho, abrir mão de disputar o governo de Alagoas para facilitar os planos de Lira ao Senado — cenário que Renan rechaça.
A tensão entre os dois líderes alagoanos se intensificou após a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) ter se referido a Lira como principal interlocutor do governo na Câmara, o que desagradou o grupo político de Renan. A liberação de R$ 20 bilhões em restos a pagar para Alagoas durante a presidência de Lira na Câmara também é vista como um gesto que fortaleceu o adversário localmente.
Com 24 anos de mandato no Senado, Renan afirma que não precisa de Lira para conquistar um quarto mandato. A declaração pública reforça o racha entre os dois caciques e complica os planos do Planalto de construir uma base sólida com o centrão para as próximas eleições.






