Tenho observado nas redes sociais de pessoas interessantes, o esborrar de tristezas com os eventos políticos desse momento histórico a fecharem 2024 como uma afirmação da tragédia humana.
Não ousamos negar, não ousamos concordar. Apenas mantemos a audácia no nível do pensar sobre essa manobra do poder sobre o psiquismo das melhores pessoas, aquelas que mantém sua dose de humanidade em estado latente e ainda se importam com as outras, mesmo com aquelas que não conhecem, pois dosam o senso de irmandade sobre a espécie.
Negar os ensejos de alegria pode nos adoecer no imo da alma. Os protestos pela vida podem ser feitos vivendo, amando e esborrando esperanças, também.
A criatividade como resposta ao desamor respinga beleza mesmo onde a guerra capitalista sufoca a esperança, porque o existir humano não dependeu necessariamente do ideal, mas da resistência real dos sobreviventes.
Por esta razão singela, o culto da alegria existencial não representa necessariamente uma alienação ou conivência com a maldade reinante, mas um respiro que pode nos levar ao amanhã.
A vocês nós desejamos boas festas, que as luzes acendam nas salas e nas almas, como referência ao ocaso ou às auroras, importa que existam raios de clarificação, e se multipliquem como estrelas nas escuridões históricas.
Para lutar pelo dia da grande iluminação, precisamos de energias mental e espiritual, impulsionando esta forma humana que anseia por justiça.
Não tenha vergonha de amar e ser amado porque o desamor está matando e ferindo; faça parte do grupo contrário às guerras partilhando seus anseios de paz.
Dessa alma em remendos para a sua em agonias, o desejo maior de um reencontro intenso entre as humanidades e suas essências de cura, integralizando todos nós, espíritos, em algo parecido com o Natal.
Assim seja o ensejo dessa alegria restauradora, em forma de Feliz Natal para todos nós!





