A Direção Nacional da Rede Sustentabilidade divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (7) expressando “indignação e perplexidade” diante da decisão de Marina Silva de permanecer na legenda para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.
O comunicado expõe uma profunda crise interna e rebate as recentes especulações sobre a saída da ex-ministra do Meio Ambiente, afirmando que tais rumores sempre partiram da própria Marina ou de seu grupo político, e nunca da direção eleita.
O partido alega que a ex-ministra se recusou a dialogar com a executiva nacional antes de anunciar sua permanência publicamente no último dia 4, após deixar o primeiro escalão do governo federal.
O racha na sigla intensificou-se após o grupo de Marina ter sido derrotado nas eleições internas para o diretório nacional, que elegeram Paulo Lamac — nome apoiado pela ex-senadora Heloísa Helena.
No documento, a Rede Sustentabilidade argumenta que a resistência de Marina em aceitar as decisões coletivas gerou momentos de forte tensão, destacando que “não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo”.
A sigla ainda acusou a ala liderada por Marina de tentar paralisar o partido e judicializar impasses políticos como forma de reação à perda de espaço interno.
O histórico político de Marina Silva também foi alvo de críticas diretas na nota, que citou posicionamentos da ex-ministra que teriam causado “desconforto” e a saída de quadros importantes da legenda ao longo dos anos.
Entre os pontos mencionados estão o endosso a Aécio Neves no segundo turno de 2014, o apoio ao impeachment de Dilma Rousseff e a concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018.
Para a atual direção da Rede, a permanência da fundadora na sigla ocorre sob um clima de hostilidade, com a cúpula partidária exigindo respeito às decisões da maioria em detrimento de projetos individuais.









