Rede critica Marina Silva e cita “tensões” por pretensões pessoais

Brasília (DF), 03/12/2024 - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa do lançamento e implementação da Missão 1 do programa Nova Indústria Brasil (NIB), no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Direção Nacional da Rede Sustentabilidade divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (7) expressando “indignação e perplexidade” diante da decisão de Marina Silva de permanecer na legenda para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.

O comunicado expõe uma profunda crise interna e rebate as recentes especulações sobre a saída da ex-ministra do Meio Ambiente, afirmando que tais rumores sempre partiram da própria Marina ou de seu grupo político, e nunca da direção eleita.

O partido alega que a ex-ministra se recusou a dialogar com a executiva nacional antes de anunciar sua permanência publicamente no último dia 4, após deixar o primeiro escalão do governo federal.

O racha na sigla intensificou-se após o grupo de Marina ter sido derrotado nas eleições internas para o diretório nacional, que elegeram Paulo Lamac — nome apoiado pela ex-senadora Heloísa Helena.

No documento, a Rede Sustentabilidade argumenta que a resistência de Marina em aceitar as decisões coletivas gerou momentos de forte tensão, destacando que “não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo”.

A sigla ainda acusou a ala liderada por Marina de tentar paralisar o partido e judicializar impasses políticos como forma de reação à perda de espaço interno.

O histórico político de Marina Silva também foi alvo de críticas diretas na nota, que citou posicionamentos da ex-ministra que teriam causado “desconforto” e a saída de quadros importantes da legenda ao longo dos anos.

Entre os pontos mencionados estão o endosso a Aécio Neves no segundo turno de 2014, o apoio ao impeachment de Dilma Rousseff e a concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018.

Para a atual direção da Rede, a permanência da fundadora na sigla ocorre sob um clima de hostilidade, com a cúpula partidária exigindo respeito às decisões da maioria em detrimento de projetos individuais.

Veja Post:

.