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Receita de sobrevivência ao fascismo tupiniquim

Será que esta receita existe? Sim! Mas será que funciona? Sim! Quem garante? Nós!

Primeiro passo: Evite remoer solidão e lastimar a parentela adoecida pelo ódio. Ao invés de autocomiseração, exercite amar o que está além dos montes, ou seja, outras causas, situações, circunstâncias que envolvam troca afetiva, afinidades de gostos, etc.

Nós aqui, resolvemos promover territórios de cultura letrada! Mas no seu chão, podem existir outras possibilidades, como ecologia, música, teatro, e similares anunciadores de tempos bons, na irmandade motivacional.

Segundo passo: Não espere que outros façam, convide-os enquanto já começou a fazer! É muito importante mostrar aos demais que você acredita de verdade no projeto! Que com eles ou com outros companheiros, sua meta é fazer acontecer. E faz!

Nosso quadrado de atuação possui duas dimensões: Uma menor demograficamente, em um município alagoano com menos de 30 mil habitantes, no coração canavieiro do litoral norte, Matriz de Camaragibe – é a nossa Academia Matrizense de Letras! Existe há 2 anos.

A segunda dimensão é mais ousada, alcança muito mais participantes, é o Coletivo de Mulheres que Escrevem, que reúne mulheres de todas as regiões de Alagoas, e existe há apenas 3 meses!

O objetivo de ambos os conglomerados de cultura é elevar a resistência, com poesia e luta!

Neste dia a Academia Matrizense de Letras realizou um bazar, e ao final, tudo o que sobrou foi embalado em sacolas, e estas foram levadas aos moradores de um conjunto ainda sem nome, que está ocupado por indivíduos agregados ao movimento que luta por moradia. Sendo os mesmos acossados com emissão de reintegração de posse, a pedido da prefeitura; mas resistem!

Nenhum dos envolvidos nas ações político-culturais sofreu hoje os efeitos da violência social brasileira, justamente porque estivemos no front da sobrevivência, resistindo a ela.

Estamos organizando uma quermesse, para o final de semana. E sabe o que vai acontecer? Vai ser graciosa, envolvente, e motivadora, porque estamos construindo amanhãs; elencando ideias, sonhos, desejos, superações. Estamos agrupando, acolhendo, abordando, fortalecendo esperanças, em nós mesmos e nos outros.

Te parece pouco? Mas não é.

Seria pouco acreditar que cultura é sala climatizada reservada à elite, e zombar dos iletrados; nós desejamos letrar! Socializar essa abertura que une o prático e o fantástico, o místico e o político, no fenômeno do letramento!

Neste momento, o passo mais acertado é construir espaços coletivos de troca e acessos aos bens que enriquecem a alma, ou se juntar aos que já existem.

Não fique só. A resistência é coletiva!

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