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Racha no PL Mulher isola candidatura de Flávio Bolsonaro

O anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, feito em dezembro de 2025, parece ter aprofundado um abismo dentro do principal reduto conservador do país.

Um levantamento aponta que o PL Mulher, braço do partido presidido por Michelle Bolsonaro, mantém um silêncio absoluto sobre a campanha do senador.

O contraste é gritante: enquanto o perfil nacional do PL já dedicou mais de 40 publicações para celebrar o nome de Flávio, as redes da ala feminina e da própria Michelle não fizeram uma única menção ao projeto eleitoral do “zero um”.

Nos bastidores de Brasília, esse vácuo digital é interpretado como um sinal claro de racha político.

Observadores e aliados próximos indicam que a postura de Michelle reflete uma profunda frustração com a engenharia eleitoral para 2026.

A ex-primeira-dama, que ostenta forte capital político entre o eleitorado evangélico e conservador, era vista por muitos – e por ela mesma – como um nome natural para encabeçar a chapa ou ocupar o posto de vice, especialmente após o impedimento legal do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A “geladeira” imposta a Flávio ganha contornos de provocação quando se analisa o engajamento do PL Mulher com outros quadros da legenda.

Nos últimos dois meses, o grupo tem usado suas plataformas para exaltar exaustivamente a liderança de parlamentares como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), ignorando completamente a agenda e os discursos do candidato oficial da família Bolsonaro à sucessão presidencial.

Esse duelo de protagonismo ocorre em um momento crítico de reorganização do bolsonarismo.

Com Jair Bolsonaro fora do páreo direto após condenações judiciais, a disputa pelo espólio político do grupo virou um jogo de xadrez familiar e institucional.

Michelle tenta consolidar sua influência em setores estratégicos do partido, enquanto os filhos do ex-presidente lutam para manter a hegemonia da linhagem na liderança do movimento.

A falta de um “compartilhar” nas redes sociais pode ser, na verdade, o anúncio de que a união do PL para 2026 ainda é uma ficção política.

*Com Agências

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