R$ 60 mil foram depositados para Michelle Bolsonaro em apenas 11 dias; confira detalhes

A primeira-dama Michelle Bolsonaro durante o seminário Mães de Crianças com Microcefalia: Entendendo os Desafios e Superando o Preconceito, na Câmara dos Deputados.

Comprovantes enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de janeiro revelaram que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) recebeu um total de R$ 60 mil em depósitos feitos por membros da equipe de Mauro Cid, então ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esses depósitos foram realizados de forma fracionada e em dinheiro ao longo de 11 dias distribuídos ao longo de oito meses do ano passado.

A investigação revelou ainda a existência de uma espécie de caixa dois no Palácio do Planalto. Foi descoberto que Cid, sob ordens de Bolsonaro, era responsável por uma estrutura que efetuava pagamentos, muitas vezes em dinheiro vivo e na boca do caixa, para cobrir despesas do clã presidencial. Além disso, também foram encontradas faturas de um cartão de crédito que uma amiga de Michelle emprestava para a então primeira-dama.

Nessa mesma linha, novos depósitos foram identificados na conta da ex-primeira-dama durante os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, junho, julho, agosto e dezembro. Esses depósitos foram realizados por auxiliares de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Entenda o esquema: 

  • Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu R$ 60 mil em depósitos de forma fracionada e em dinheiro.
  • Pagamentos eram feitos por auxiliares de Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Os depósitos foram realizados ao longo de oito meses do ano passado.
  • O dinheiro era usado para pagar despesas do clã presidencial, incluindo faturas de cartão de crédito emprestado por uma amiga de Michelle.
  • Foram feitos 45 depósitos de quantias inferiores a R$ 6 mil.
  • Depósitos fracionados são usados para evitar o rastreio de atividades financeiras suspeitas.

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