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Queremos polícia de paz

No mínimo é esquisito pontuar algumas reações violentas de indivíduos vinculados à Polícia Militar alagoana, quando sentem contrariedades circunstanciais, e agem em desproporcionalidade, utilizando arma de fogo como a supremacia da força.

Nunca é demais lembrar o caso do militar que atirou em um cão, afetando a mandíbula do animal, descarregando a ira através do projétil.

Neste final de semana, a protagonista foi a militar que está com o rosto exposto nas redes sociais, por atirar contra um bar, ferindo a cantora Elaine Kundera com os estilhaços de vidros.

Será que não está na hora de “educar” estes atores, para o melhor cumprimento do papel social que lhes compete?
Estarão de fato acreditando estar acima de bem e do mal, pelo fato de pertencerem à corporação?

Obviamente nossa intenção não é fazer o levantamento das arbitrariedades cometidas por policiais, pois nesse caso, a lista seria grande. A intenção, ao pontuar os dois casos recentes, é fazer refletir sobre esta conduta. Nem sempre o tiro é dado na periferia, para poder justificar com autos de resistência.

Fato, é que nós alagoanos, não pagamos impostos para nos submeter a este tratamento irascível que parte da polícia nos dispensa. Sendo indivíduos revestidos de inquestionável importância social para o bom andamento das coisas, nunca é demais ressaltar que devem ser exemplos de idoneidade, equilíbrio emocional e respeito ás leis do nosso país.

O fio que separa a polícia do infrator, do bandido, do homicida, não pode ser tênue. Precisa ser largo, seguro, para que todos nós possamos confiar na proximidade de um policial, seja masculino ou feminino.

Desejamos melhores exemplos da parte do Estado, no intuito de não agravar o senso de terror que está se espalhando em nossa sociedade.

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