Quem são os sink?

Vida Simples

São os membros do sikhismo, religião que surgiu na Índia no final do século 15 e combina elementos do islamismo e do hinduísmo. Ela foi fundada pelo guru Nanak (1469-1538), o primeiro dos dez mestres religiosos que lideraram o movimento até o início do século 18.

“Trata-se de uma religião monoteísta que ensina ideais que devem ser universalmente aceitos, como honestidade, compaixão, humildade, piedade e tolerância com outras religiões”, afirma Pritam Singh, professor da Universidade Murdoch, na Austrália, e seguidor do sikhismo.

O termo sikh deriva do sânscrito sisya, que significa “discípulo”. Os sikhs abominam qualquer tipo de superstição e idolatria e pregam uma mensagem de igualdade racial, justiça social e devoção incondicional a Deus. Para eles, que crêem em karma e reencarnação, a meditação é o caminho para chegar ao Todo-Poderoso.

É no estado de Punjab, no norte da Índia, que vive a grande maioria dos 20 milhões de sikhs. Pequenos grupos podem ser encontrados na Malásia, em Cingapura, no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá. Desde sua origem, os sikhs lutam pelo direito de constituir uma nação independente e, por isso, muitas vezes entraram em choque com os hindus, que representam a etnia majoritária na Índia.

O sikhismo coloca ênfase em três deveres, descritos como os Três Pilares do sikhismo:

  • Manter Deus presente na mente em todos os momentos (Nam Japam);
  • Alcançar o sustento através da prática de trabalho honesto (Kirt Karni);
  • Partilhar os frutos do trabalho com aqueles que necessitam (Vand Chhakna).

O rito principal é o da admissão entre os khalsa, fraternidade dos “puros”, geralmente celebrado na puberdade.

O principal templo sikh, Harimandir Sahib (o Templo de Ouro, em Amritsar), é um lugar de peregrinação. Uma intervenção de tropas indianas ordenada por Indira Gandhi no início dos anos 80 levou à revolta dos sikhs e ao assassinato da primeira-ministra indiana em 1984.

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