Vanessa da Silva Oliveira, conhecida nas redes sociais como “Negona do Bolsonaro”, é uma influenciadora digital e suplente de vereadora pelo Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro. Aos 43 anos, ela se tornou figura recorrente no entorno político do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chama de “líder espiritual” e “razão de acreditar no Brasil”.
Vanessa foi citada em relatório da Polícia Federal como uma das pessoas utilizadas por Bolsonaro para burlar medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o proíbem de usar redes sociais desde julho de 2025. Segundo a PF, o ex-presidente enviava vídeos e mensagens por WhatsApp a aliados, que então publicavam o conteúdo em seus perfis. Um dos vídeos compartilhados por Vanessa mostrava Bolsonaro em casa, acompanhando manifestações bolsonaristas, com a legenda: “Preso em casa, mas em espírito presente em todo o país. Obrigado a todos. É pela nossa liberdade”.
A influenciadora não é formalmente investigada, mas sua atuação foi considerada relevante para justificar a decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro por descumprimento das ordens judiciais. A PF aponta que ela integra uma rede de apoiadores que funcionaria como canal alternativo de comunicação do ex-presidente com o público.
Nas eleições municipais, Vanessa concorreu à Câmara de Vereadores do Rio, mas obteve apenas 0,34% dos votos válidos. Sua campanha foi financiada majoritariamente pelo PL, com mais de R$ 450 mil em recursos. O Tribunal Regional Eleitoral chegou a proibir o uso do apelido “Negona do Bolsonaro” nas urnas, alegando conotação racista. Vanessa contestou a decisão, afirmando que, como mulher negra, o apelido era uma expressão de identidade e não de ofensa.
Com forte presença nas redes sociais — mais de 130 mil seguidores no X (antigo Twitter) e 136 mil no Instagram — Vanessa continua a se posicionar como defensora do bolsonarismo e crítica ferrenha ao Supremo Tribunal Federal.








