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Queiroz em casa: Decisão de Gilmar abre brecha contra argumentos do MP sobre milícias

A decisão do ministro do STF, Gilmar Mendes, que manda para prisão domiciliar Fabrício Queiroz e sua esposa, Márcia Oliveira de Aguiar, abre uma brecha que pode desmoronar um pedaço dos argumentos do Ministério Público do Rio no esquema da rachadinha.

Mendes fala em “conjecturas” ao citar que Queiroz “teria influência em grupos de milícias e no meio político”.

O MP vem mostrando o oposto: Queiroz e o ex policial Adriano da Nóbrega, morto na Bahia em mal explicado confronto policial, eram próximos; Adriano havia indicado duas parentes para o gabinete de Flavio Bolsonaro na Assembleia, via Queiroz. E o ex policial morto era líder de uma milícia.

O MP acusa, ainda, Adriano da Nóbrega de construir plano de fuga para Queiroz e família. E Adriano é apontado como “do núcleo executivo da organização criminosa”.

A mãe de Adriano era sócia de uma pizzaria com o filho. E repassou R$ 69,2 mil para a conta de Queiroz, operador do esquema da rachadinha, diz o MP.

É estimado ainda que Adriano tenha repassado mais de R$ 400 mil a contas administradas por Queiroz, amigo de décadas de Jair Bolsonaro e herdado pelo 01 na Assembleia.

Queiroz e Adriano são acusados ainda de embaraçar as investigações da rachadinha mandando a então esposa do ex policial faltar a depoimento no MP.

Queiroz, como se sabe, estava escondido na casa de um advogado que trabalhava para Flávio Bolsonaro. Márcia Queiroz fugiu e só reapareceu quando quis- como se não estivesse sendo procurada- após a primeira liminar (a do presidente do STJ, João Otávio de Noronha), concedendo prisão domiciliar a ela e ao marido.

Liminar, aliás, bastante criticada no meio jurídico.

João Otávio de Noronha sonha ser ministro do STF, cuja indicação é de Jair Bolsonaro, amigo de Queiroz.

Gilmar Mendes é quem analisa se Flávio Bolsonaro terá ou não direito a foro privilegiado, nas investigações do esquema da rachadinha.

No âmbito estadual, Flávio obteve importante vitória: o MP perdeu prazo para apresentar recurso contra decisão da 3a Câmara Criminal, que retirou da primeira instância as investigações da rachadinha.

Resultado: este recurso não será enviado ao STJ e ao STF.

Uma procuradora entusiasta dos Bolsonaro é apontada como responsável pela perda de prazo do MP neste recurso.

Fatos são fatos. A menos que o MP tenha construído uma narrativa não em cima de provas, extratos bancários, movimentação financeira, e sim em conjecturas.

Será ?

 

 

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