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Quando voltar a Maceió, JHC tem uma cidade para ouvir

Se o novo prefeito de Maceió, JHC, encarnar o personagem que os marqueteiros construíram na campanha eleitoral, teremos de volta uma gestão onde prevalecem o diálogo, o entusiasmo e a capacidade de não ignorar o que existe: a desigualdade social e econômica, herança desde sempre.

Enfim, alguém que não invente uma Maceió que existe somente nas fotografias em cima da mesa ou nas paredes.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) por exemplo tem uma pauta pronta para apresentar ao futuro prefeito, que deve retornar a Maceió nesta sexta (11).

É verdade: JHC não apresentou nenhum nome para assumir secretarias nem algum projeto palpável, factível, para a administração.

Porém, se ouvir os sem teto pode avançar para uma capital que vai além dos muros da Ponta Verde ou da fantasia da campanha.

Uma destas ideias: a desapropriação de prédios no Centro de Maceió, que estão abandonados e com dívidas maiores que o valor do imóvel.

O MTST sugere que estes imóveis virem moradias a quem não tem moradia.

É justo? Sim.

Construção de moradias na parte baixa de Maceió aos pescadores, marisqueiras e quem trabalha em reciclagem.

É impossível cumprir esta promessa? Não se o prefeito estiver à disposição da cidade, como fez ver ao seu eleitor.

Quanto custa criar uma horta comunitária para cozinhas coletivas em bairros de Maceió? Bem menos que o trambolho à beira mar na Ponta Verde, batizado como símbolo da cidade. Bem menos que uma escola de turismo, promessa do Ministério do Turismo.

A pauta do MTST pode ser discutida com um gestor sério. Se este gestor é o JHC? Sim, foi escolhido pela maioria para esta função.

Veja a pauta completa do movimento:

Regularização fundiária das comunidades Otacílio de Holanda e Portelinha.

Desapropriação de área para construção de moradia popular para atender as ocupação do MTST Alagoas ; ocupação Tereza de Benguela bairro na cidade universitária; Dandara no Benedito Bentes; e as ocupações urbanas espalhadas na cidade.

Desapropriação dos prédio abandonados no Centro de Maceió para fins de moradia digna.

Orla lagunar: Construção de moradia digna na parte baixa de Maceió para atender os pescadores, marisqueiras e quem vive da reciclagem no centro de Maceió.

Criação de hortas comunitárias nas comunidades para gera renda e alimentos sem veneno para as cozinhas coletivas.

Transporte: Construção e reforma de terminais de ônibus e qualidade de atendimento no transporte coletivo urbano os ônibus.

Construção da quadra de esporte do conjunto professor Paulo bandeira (comunidade tem 11 anos sem equipamentos urbanos que atenda a comunidade, esporte, cultura, lazer).

Melhoria na iluminação pública nas comunidades periférica.

Construção de creches nas comunidades para atender crianças que as mães precisam trabalhar, não tem onde deixar seus filhos.

Criação de cooperativas de reciclagem para a parte alta e baixa de Maceió onde não tem cooperativas próximo.

Incentivo a cultura nas comunidades periféricas para ocupar a juventude e retira do crimes.

Incentivo a cooperativas de mulheres atesa nas comunidades para gerar renda, transformando as mulheres com autonomia financeira para ter liberdade de livra-se dos seus agressores.

Construção de espaços que atenda os animais abandonados nas ruas de Maceió.

Saúde.
Ampliação e valorização do programa Saúde da família nas comunidades.

Retomada do Conselho de habitação de interesse social.

Revisão do plano Diretor de Maceió.

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