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Quando a questão social vai pautar Rodrigo Cunha e Paulo Dantas?

A questão social tem de estar na pauta do próximo governador de Alagoas, seja ele Rodrigo Cunha ou Paulo Dantas. O mais difícil é que ambos não possuem um histórico familiar ou pessoal capaz de ajustar pautas tão amplas e complexas, como o fim da pobreza e do analfabetismo, ao dia a dia dos seus mandatos. E não estamos falando aqui de esquerda ou de direita mas em soluções conjuntas – não de cima para baixo- para problemas seculares, com ausência de metas e prioridades quando falamos dos que estão fora do mercado de consumo ou nem sequer acessam os serviços públicos.

Cunha e Dantas são parecidos: políticos carreiristas, transformam emendas parlamentares em iscas para votos, repetem jargões manjados e seus planos de governo nem sequer aparecem mas estamos sabendo dos seus objetivos de poder. Eles querem ser o próximo governador. Ponto.

É só isso? Lógico que não. Renan Filho termina o mandato este ano, em abril ou dezembro e sai devendo a revolução que ele prometeu na educação e deixa de cobrar R$ 7,4 bilhões a empresas ricas até 2024. O normal é que a população do terceiro estado mais pobre do Brasil fosse beneficiada com um presentaço desse. Mas o povão continua de fora desta política de meritocracia voltada aos que não precisam dela, gente que defende o Estado zero para os outros nunca para eles.

A esquerda alagoana há tempos abriu mão de discutir Alagoas. Todos estão a reboque das executivas nacionais. Falam de Bolsonaro, vaiam Sérgio Moro e pisam de salto alto nas ruas. Falar dos problemas locais virou indignidade a essa gente. Resultado do vazio de ideias e pobreza intelectual destes tempos de hiper exposição nas redes sociais.

E chegamos até aqui, com Rodrigo Cunha e Paulo Dantas disputando um quadro polarizado desde 2018. Paulo representa os interesses do lado mais sombrio da Assembleia Legislativa; Rodrigo ganhou uma eleição ao Senado com bastante gente esperando muito. O que vemos quatro anos depois é isso daí.

Ainda não temos muito a comemorar em 2022. Há a festa da Copa do Mundo e as eleições. Permaneceremos à reboque de dias melhores. Nos próximos dias, as mansões da Barra de São Miguel vão receber os principais candidatos na majoritária e proporcional. E o povo estará nas bordas da mesa, esperando a migalha jogada fora de um banquete sempre abundante. Alagoas ainda é uma província. E nós estamos nela, vendo as oportunidades passarem.

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