Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém do Pará, o estado de Alagoas levou ao debate internacional uma série de iniciativas voltadas para a preservação ambiental e a redução das emissões de gases de efeito estufa. A participação destacou o compromisso do governo estadual em alinhar políticas locais às metas globais de sustentabilidade.
Entre os projetos apresentados, ganhou destaque o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que prevê a remuneração de agricultores e comunidades que preservam áreas naturais e adotam práticas sustentáveis. A medida busca valorizar a conservação da biodiversidade e incentivar a manutenção de florestas e mananciais.
Outra iniciativa foi o Selo Alagoas pelo Clima, criado para reconhecer empresas e instituições que adotam ações efetivas de redução de emissões e práticas alinhadas à economia verde. O selo funciona como uma certificação de responsabilidade ambiental e pretende estimular o setor privado a investir em soluções sustentáveis.
O governo também apresentou o decreto que estabelece a prioridade no uso de etanol pela frota oficial, medida que reduz a dependência de combustíveis fósseis e contribui para a diminuição da emissão de dióxido de carbono. Além disso, foram divulgados indicadores que colocam Alagoas como o estado com menor índice de desmatamento do Nordeste, apenas 0,1% da área total, e como o segundo colocado na região em emissões líquidas de CO₂, ocupando a 11ª posição no ranking nacional.
As propostas foram discutidas em painéis organizados pelo Consórcio Nordeste, que reuniu experiências de diferentes estados da região.
