Quais capitais nordestinas usam reconhecimento facial para segurança no Carnaval?

Durante o período de carnaval, diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Salvador, contarão com a implantação do monitoramento por vídeo com uso de reconhecimento facial.

No caso do Rio de Janeiro, a Polícia Militar considera essa tecnologia como um diferencial na segurança da capital este ano, sendo utilizada pela primeira vez na orla da cidade, no Sambódromo e nas estações de metrô e Supervia.

As câmeras espalhadas pelas ruas captam imagens em tempo real, que são enviadas para o Centro de Comando e Controle da Polícia Militar. Lá, um programa de computador processa as imagens e compara os rostos das pessoas presentes nas ruas com fotos de criminosos procurados pela Justiça.

Quando há uma correspondência, o sistema emite um alerta e a polícia é acionada para abordar e identificar a pessoa.

O programa de reconhecimento facial, utilizado durante o réveillon, já mostrou-se eficiente para a segurança, resultando na prisão de dois foragidos da Justiça entre os dias 31 de dezembro e 2 de janeiro.

No caso do Recife, câmeras de reconhecimento facial estrategicamente posicionadas podem auxiliar na identificação de criminosos com mandados de prisão em aberto. Estima-se que aproximadamente 15 mil foragidos sejam procurados no estado.

A secretária-executiva de Defesa Social do Recife, Dominique de Castro, destaca que o reconhecimento facial concentra-se apenas em pessoas procuradas pela Justiça e todos os dados são inseridos no Banco Nacional de Mandados de Prisão.

Em relação a Salvador, a SSP-BA informa que mais de 100 câmeras de reconhecimento facial serão utilizadas durante o carnaval.

Essa tecnologia estará instalada nos portais de entrada dos circuitos da festa e em pontos estratégicos, com o objetivo de identificar foragidos da Justiça.

As câmeras de reconhecimento facial já foram utilizadas na capital baiana durante o carnaval de 2019, resultando na identificação de um homem vestido de mulher em um bloco, que era um foragido.

Após o reconhecimento facial, ele foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia, mas ainda não passou por julgamento.

*Com informações do G1

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