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PT veta ‘Lula 2026’ e símbolos do partido em desfile

A Marquês de Sapucaí se prepara para receber o presidente Lula (PT) neste domingo (15), mas, nos bastidores, o clima não é apenas de festa, mas de cautela jurídica extrema.

O diretório jurídico do PT protocolou, nesta quinta-feira (12), um documento junto à Justiça Eleitoral detalhando uma série de recomendações e proibições rígidas para a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levará a história do petista para a avenida.

A missão é clara: impedir que a homenagem se transforme em propaganda eleitoral antecipada.

O “manual de sobrevivência jurídica” veta terminantemente o uso do número 13 e qualquer alusão a programas, marcas ou conquistas das gestões petistas nas alegorias e fantasias.

O partido foi além e proibiu improvisos no samba-enredo ou comentários de cunho político-partidário durante a transmissão.

A orientação atinge até o público e a militância, que foram instruídos a não utilizar vestimentas com dizeres como “Lula 2026” ou “Lula outra vez”, além de evitar bandeiras ou faixas que remetam ao pleito presidencial.

Em nota enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda afirmou que o objetivo é “prevenir qualquer interpretação que possa suscitar questionamentos”. Para garantir o cumprimento, o partido determinou uma revisão minuciosa em nomes de alas e adereços.

A lista de restrições inclui ainda a proibição de ofensas a opositores ou pré-candidatos rivais, visando blindar o evento de possíveis pedidos de impugnação ou multas pesadas por abuso de poder político.

A estratégia busca separar a figura histórica de Lula do candidato à reeleição, transformando o desfile em uma celebração biográfica estéril de símbolos eleitorais. Se a Acadêmicos de Niterói seguir à risca o roteiro, o desfile será um teste de fogo para a militância, que precisará trocar o tradicional “vermelho partidário” pelo rigor da lei eleitoral em pleno Carnaval carioca.

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