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PT e bolsonaristas se alinham em CPI sobre adultização infantil

Um grupo de senadores conseguiu reunir mais que o dobro das assinaturas necessárias para protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar influenciadores digitais e plataformas que veiculem conteúdos inadequados envolvendo crianças e adolescentes.

Até o momento, 60 parlamentares de diferentes partidos já subscreveram o requerimento, superando amplamente o mínimo de 27 assinaturas exigidas para a abertura da comissão.

A lista é encabeçada pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF), mas inclui também nomes de representantes do PT, como Rogério Carvalho (SE), Paulo Paim (RS) e Humberto Costa (PE).

A mobilização ganhou força após a viralização de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que expôs casos de exploração de menores na produção de conteúdo digital.

Embora a articulação inicial tenha partido de parlamentares de direita, senadores de esquerda também aderiram à proposta, enxergando nela uma oportunidade para pressionar por maior regulação das redes sociais.

O governo federal já possui um projeto pronto sobre o tema, com foco na proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Para que a CPI seja efetivamente instalada, as assinaturas coletadas precisam ser conferidas e, em seguida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve ler o requerimento em plenário e determinar a criação do colegiado.

As CPIs têm poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais, podendo realizar diligências, ouvir testemunhas, convocar ministros e solicitar informações a órgãos públicos.

A ampla adesão indica que a proposta tem chances concretas de avançar, embora seu trâmite dependa ainda de decisões regimentais e da agenda do Senado.

O debate sobre a regulamentação de plataformas digitais e a proteção de menores ganhou novo fôlego após os recentes casos de exposição inadequada de crianças na internet, e a eventual instalação da CPI pode intensificar as discussões sobre o tema no Congresso. Enquanto isso, o governo aguarda o momento oportuno para enviar sua própria proposta de marco regulatório, que também aborda a segurança de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Entre os nomes que já apoiam a iniciativa estão:

Jaime Bagattoli (PL-RO)

Damares Alves (Republicanos-DF)

Carlos Portinho (PL-RJ)

Eduardo Girão (Novo-CE)

Izalci Lucas (PL-DF)

Jorge Kajuru (PSB-GO)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Nelsinho Trad (PSD-MS)

Eliziane Gama (PSD-MA)

Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

Luiz Carlos Heinze (PP-RS)

Magno Malta (PL-ES)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Cleitinho (Republicanos-MG)

Flávio Arns (PSB-PR)

Marcos Rogério (PL-RO)

Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Dr. Hiran (PP-RR)

Weverton (PDT-MA)

Leila Barros (PDT-DF)

Márcio Bittar (União-AC)

Margareth Buzetti (PSD-MT)

Alan Rick (União-AC)

Mara Gabrilli (PSD-SP)

Marcos do Val (Podemos-ES)

Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Alessandro Vieira (MDB-SE)

Wellington Fagundes (PL-MT)

Professora Dorinha (União-TO)

Esperidião Amin (PP-SC)

Rogério Carvalho (PT-SE)

Romário (PL-RJ)

Jorge Seif (PL-SC)

Paulo Paim (PT-RS)

Teresa Leitão (PT-PE)

Jussara Lima (PSD-PI)

Wilder Morais (PL-GO)

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

Chico Rodrigues (PSB-RR)

Humberto Costa (PT-PE)

Rogério Marinho (PL-RN)

Fabiano Contarato (PT-ES)

Augusta Brito (PT-CE)

Mecias de Jesus (Republicanos-RR)

Styvenson Valentim (PSDB-RN)

Soraya Thronicke (Podemos-MS)

Sérgio Moro (União-PR)

Eduardo Gomes (PL-TO)

Efraim Filho (União-PB)

Angelo Coronel (PSD-BA)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Ana Paula Lobato (PDT-MA)

Ivete da Silveira (MDB-SC)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Fernando Farias (MDB-AL)

Carlos Viana (Podemos-MG)

Pedro Chaves (MDB-GO)

Randolfe Rodrigues (PT-AP)

Laércio Oliveira (PP-SE)

Tereza Cristina (PP-MS)

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