Proposta de cessar-fogo em Gaza aguarda resposta do Hamas

O destino de uma proposta de cessar-fogo em Gaza, apresentada pelos Estados Unidos, está nas mãos do Hamas, que analisa o plano de 20 pontos elaborado pelo presidente Donald Trump. Trump, que manifestou estar “muito perto” de encerrar o conflito de dois anos no enclave, viu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, endossar a iniciativa.

Netanyahu prometeu seu apoio à proposta na Casa Branca, declarando que o plano atende aos objetivos de guerra de Israel, embora não tenha sido imediatamente claro o que dissipou suas dúvidas anteriores sobre certos elementos do acordo.

O documento foi compartilhado com o Hamas na noite de segunda-feira (29) por mediadores do Catar e do Egito. Uma autoridade informada sobre as negociações disse à Reuters na terça-feira (30) que negociadores do Hamas afirmaram que analisariam o plano de boa fé e dariam uma resposta.

Contudo, o grupo militante islâmico não participou das rodadas de negociações que antecederam o plano, que exige o desarmamento do Hamas — uma exigência que o grupo já havia rejeitado anteriormente.

O plano especifica um cessar-fogo imediato, a troca de todos os reféns mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos em Israel, a retirada israelense de Gaza, o desarmamento do Hamas e a introdução de um governo de transição liderado por um órgão internacional.

Trump advertiu o Hamas que, caso rejeite a oferta, Israel terá total apoio dos EUA para tomar as medidas que julgar necessárias.

Apesar da urgência, o Hamas ainda não havia respondido oficialmente à proposta na terça-feira (30). Muitos dos elementos dos 20 pontos já fizeram parte de vários acordos de cessar-fogo propostos e, por vezes, rejeitados por ambas as partes nos últimos dois anos.

A maneira como o Hamas formulará sua resposta é crucial, visto que uma rejeição absoluta poderia colocá-lo em rota de colisão com um grupo de países árabes e muçulmanos que acolheram a iniciativa.

Ministros das Relações Exteriores de Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Egito emitiram uma declaração conjunta na segunda-feira (29) saudando a proposta de Trump e ressaltando seus “esforços sinceros para acabar com a guerra em Gaza”.

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