A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) começou as discussões para tratar o aumento da segurança do campus de Arapiraca- após a fuga de presos, que usaram como rota de fuga o campus da universidade.
Uma lista de reinvidicações foi levada nesta segunda-feira ao Conselho Universitário, em Maceió.
“Professores, técnicos e estudantes se negam a frequentar o espaço até que o problema seja resolvido e, entendemos que eles estão cobertos de razão; afinal o clima de intranquilidade inviabiliza o desenvolvimento das atividades acadêmicas”, disse o presidente da Adufal, Antônio Passos.
“Não entendemos que os reeducandos sejam uma ameaça à comunidade, até porque a instituição prisional tem sido objeto de estudo da academia, e muitas pesquisas ali realizadas têm contribuído para a compreensão do que ocorre de fato naquela realidade”, disse o presidente da Adufal. Para ele, além do tumulto gerado com o perigo de morte a que todos foram expostos, o que mais chamou a atenção da comunidade foram as evidências inequívocas da fragilidade da segurança do sistema penitenciário do Estado de Alagoas.
Há consenso entre os diversos segmentos que formam a universidade de que se faz necessário preservar os direitos administrativos dos professores, funcionários e alunos de Arapiraca, na compreensão de que a paralisação não é um movimento grevista e sim, a suspensão das atividades até que o problema de segurança seja solucionado. Essa é, inclusive, a posição da vice-reitora, Raquel Rocha, que participou da assembleia e se pronunciou favoravelmente à suspensão das aulas no Campus de Arapiraca até que se garanta segurança aos docentes daquela unidade.








