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Professora é acusada de queimar dedos de alunos com cola quente

O que deveria ser uma aula de criatividade e expressão transformou-se em um cenário de medo para estudantes de uma escola municipal em Birigui, no interior de São Paulo.

Duas mães denunciaram formalmente uma professora de artes por uma prática punitiva perturbadora: utilizar cola quente para causar queimaduras nos dedos de crianças de 10 anos como condição para que elas pudessem utilizar o banheiro.

O caso, que veio à tona nesta semana, já está sob investigação da Polícia Civil.

O relato de uma das mães, compartilhado em um desabafo contundente nas redes sociais, descreve o choque ao buscar o filho na saída da escola no último dia 13 de março. A criança apareceu chorando e com dores intensas.

Segundo o menino, a professora teria instituído uma espécie de “regra” na sala: quem precisasse sair para o banheiro deveria permitir que ela pingasse cola quente em seus dedos.

O garoto relatou ter resistido o quanto pôde, mas, ao não suportar mais a necessidade fisiológica, acabou sendo submetido à agressão duas vezes no mesmo dia.

A gravidade do episódio ganhou novos contornos quando uma segunda mãe apresentou queixa idêntica. No seu caso, o filho relatou que foi chamado à frente da turma e ordenado a esticar a mão para receber o material fervente sobre a pele.

Ambas as famílias registraram boletins de ocorrência e divulgaram fotos das lesões circulares nos dedos dos estudantes, que serviram como prova visual do trauma. Segundo os relatos, as agressões não foram isoladas e podem ter atingido outros alunos da mesma turma.

Diante da repercussão e da gravidade das denúncias, a escola municipal informou, por meio de nota, que a docente envolvida possuía carga horária suplementar na unidade, atuando também com séries inferiores.

A instituição confirmou que as aulas da professora foram suspensas imediatamente após a ciência dos fatos e que a diretoria está orientando as famílias.

Agora, a investigação policial deve apurar a responsabilidade criminal da profissional por maus-tratos e lesão corporal, enquanto a comunidade escolar busca entender como uma medida de tortura psicológica e física pôde ser aplicada dentro de uma sala de aula.

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