O assassinato do cabo da Polícia Militar, José Gonçalves, volta aos tribunais no dia 9 de abril. É que o Tribunal de
Justiça recebeu pedido do Ministério Público Estadual contra decisão de outubro de 2011, que absolveu o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e seu irmão, Marcos Cavalcante, na morte do militar.
O desembargador do TJ, Otávio Leão Praxedes, é o relator da ação.
O ex-tenente-coronel acusou os deputados Francisco Tenório (PMN), Antônio Albuquerque (PT do B) e João Beltrão (PRTB) pelo crime.
Em 25 de outubro de 2011, por quatro votos a três, Cavalcante e o irmão foram absolvidos por clemência, pelo crime. José Gonçalves foi morto em um posto de gasolina, em maio de 1996.
Mesmo absolvido, Cavalcante responde a mais de dez crimes. Ele foi chefe da Gangue Fardada – organização paramilitar que matava desafetos de usineiros e políticos de Alagoas na década de 1990.
No caso do cabo Gonçalves, ele foi morto por se recusar a matar um desafeto do deputado João Beltrão.
Gonçalves foi emboscado em um posto de gasolina na Via Expressa e assassinado. Um dia depois do crime, no velório, Cavalcante invadiu a casa da família de Gonçalves. Estava bêbado e chegou a sacudir o corpo no caixão.
A defesa do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante pediu “clemência” e “perdão judicial” a Cavalcante e ao irmão dele, Marcos, pelo assassinato.








