Repórter Nordeste

Prisão de ex-governadores do Rio; Alagoas e seus juristas de araque

duke_todopoliticoeladrao

Dois ex-governadores do Rio de Janeiro presos.

No Rio, discute-se o corte de 30% do salário dos servidores públicos; as finanças estaduais quebraram; vencimentos são pagos em parcelas.

O pós-olímpico ajudou a mostrar que o Brasil é um país profundamente injusto. E as soluções penalizam menos os mais ricos.

As imagens da ocupação da Assembleia Legislativa do Rio são bastante parecidas com a tentativa, dos servidores públicos alagoanos, de ocuparem a Assembleia Legislativa em 17 de julho de 1997.

Salários atrasados, usineiros beneficiados, um banco estatal (Produban) falido, dois acordos milionários e obscuros para a venda de títulos podres da dívida pública.

E nenhum ex-governador preso.

Alagoas. Uma terra de crimes sem castigo.

Esquemas de corrupção sem consequências.

6 de dezembro de 2007. Deputados, ex-deputados, ex-governador, o filho dele são presos por participação direta ou indireta no desvio de R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Manchetes nacionais. Holofotes.

Nove anos depois, ninguém preso. Ninguém condenado. Alguns crimes prescritos.

A corrupção abre espaço para os discursos dos salvadores da pátria.

Discursos que induzem ao medo, ao desespero.

Sem revirar os responsáveis pelos desacertos.

Ex-governadores que ajudaram a falir o Rio vão para a prisão. Resposta do Estado para os desmandos no Estado.

Em Alagoas, ex-governadores são homenageados.

Mortos, ganham discursos na Assembleia.

Viram nomes de rua.

Ou de escolas.

Um silêncio para a nossa mediocridade.

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