Aliados mais próximos de JHC- como os deputados Arthur Lira, Alfredo Gaspar de Mendonça e o vereador Leonardo Dias- são citados com irritação pelo prefeito, por insistirem ou em uma candidatura dele ao Governo (no caso de Lira) ou para “bater em Lula” e “exaltar a família Bolsonaro” (no caso de Léo Dias) ou por se lançar ao Senado sem ter sido consultado, direcionando para Gaspar de Mendonça.
“O que eles têm para me dar?”, pergunta o prefeito, mostrando também aos mais próximos ter força política e eleitoral para bagunçar o jogo ao Governo ou Senado. Ele ameaça, por exemplo, permanecer na Prefeitura, lançar Marina JHC ao Senado e escalar um nome de peso a federal, todos pelo PL.
No caso de Léo Dias, a irritação é maior pois o vereador articula a vinda a Maceió de um dos filhos de Jair Bolsonaro. Um evento, tratado pelo prefeito, “para forçar JHC a se mostrar ao lado da família do ex-presidente e atacar Lula”.
“O vereador é líder do PL na Câmara e só fala do Bolsonaro ou dele mesmo. Não mostra as obras da Prefeitura nem os projetos do prefeito”, critica JHC.
“Não vou esculhambar o Lula. Ele nomeou minha tia ministra do STJ. Não esperem de mim atacar o presidente”, disse o prefeito.
Sobre Arthur Lira, ele acredita que existe uma articulação dele tanto com Alfredo Gaspar quanto com Davi Davino Filho para impedir Jota de se lançar ao Senado.
“O Arthur está impondo candidaturas ao Senado para sobrar para mim apenas disputar o Governo”, afirma. JHC diz a aliados que recebe os recados dos prefeitos pelos interiores, sobre falas de Arthur Lira. “Ele fica dizendo aos prefeitos que eu não vou para lugar nenhum. Eu sei que ele diz isso”, afirma Jota.
A pressão se junta ao pouco tempo para JHC decidir qual rumo pretende adotar em 2026. Ele tem três opções: disputar o Governo ou Senado, e isso o obriga a deixar a Prefeitura até o começo de abril. Ou permanecer na Prefeitura e lançar nomes ao Senado e federal- as prioridades para a direção nacional do PL.
Expectativa é que Marina JHC seja eleita a federal. Mas há pesquisas internas mostrando que Marina é nome competitivo ao Senado.
A decisão final vai até a primeira semana de abril, prazo em que se fecha a janela da fidelidade partidária – quando candidatos a governador, deputados e senadores têm 30 dias para mudar de partido.





