O prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, vai despachar dentro da prisão, mas tem 15 dias para conseguir habeas corpus- antes que a vice-prefeita, Maria de Fátima, entre na Justiça para assumir o cargo. Foi o que disseram os advogados do prefeito, Marcelo Brabo Magalhães e José Fragoso.
Segundo Magalhães, a Lei Orgânica do Município autoriza o afastamento do prefeito por 15 dias do cargo. Depois, a função deve ser assumida pela vice. Até o período de 15 dias o afastamento pode existir- sem necessidade de autorização da Câmara de Vereadores.
“Não houve qualquer determinação do desembargador que decretou a prisão de que o prefeito fosse afastado das suas funções, por isso, o entendimento é de que, mesmo recolhido à prisão, ele continua à frente do cargo, até mesmo para que os serviços em Rio Largo não sejam prejudicados”, disse Brabo.
“A lei permite e assim será feito, para que possamos garantir a rotina de Rio Largo. Como acordado, o prefeito vai despachar enquanto estiver detido. Para isso, ficou definido que todos os secretários manterão a rotina de trabalho e que os casos que necessitam da intervenção do prefeito serão resolvidos por ele, da Academia de Polícia Militar”, disse o chefe de gabinete da Prefeitura de Rio Largo, Genivaldo Holanda Cavalcante.
Afastamento
Na noite desta terça-feira, o prefeito foi afastado do PSB, por decisão da Executiva Estadual. “Assim como muitos integrantes fomos pegos de surpresa com as denúncias. Acreditamos no trabalho do Gecoc e defendo, também, que outras prefeituras sejam investigadas. É importante que as investigações em Rio Largo continuem e os culpados sejam responsabilizados”, disse a presidente estadual do PSB, Kátia Born, referindo-se às investigações do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público- que recomendou a prisão do gestor público e de todos os vereadores da cidade.








