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Presidenciável do Missão relata uso de drogas em grupo de mensagens

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, tornou-se alvo de uma denúncia-crime apresentada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPFDF).

Mensagens obtidas pelo portal Metrópoles revelam que o líder político participou ativamente de um grupo no Instagram, denominado “Cannipapo”, onde recomendava autores ligados ao fascismo, relatava o consumo de substâncias entorpecentes e participava de discussões com teores preconceituosos entre abril de 2024 e outubro de 2025.

A conduta registrada nas mensagens contrasta com uma das principais plataformas de campanha de Renan, que foca no combate rigoroso ao tráfico de drogas e às facções criminosas.

Em registros do grupo, o político admitiu o uso de Psilocybe cubensis, conhecidos como cogumelos mágicos, substância cujo cultivo e comercialização no Brasil são restritos a fins de pesquisa.

Questionado sobre a origem do produto, Renan afirmou que “ganhou” e utilizou apenas “microdoses” para experiências musicais e de escrita, negando qualquer contradição com sua postura pública ou financiamento ao crime organizado.

A investigação das interações no “Cannipapo” mostra que o grupo utilizava iconografia associada aos “groypers”, movimento nacionalista branco e antissemita originado nos Estados Unidos.

Logo após ingressar no chat, Renan incentivou os participantes a lerem autores como “BAP” (Bronze Age Pervert) e Jason Jordani.

BAP é conhecido por escritos que defendem castas militares e “moralidade eugênica”, enquanto Jordani já publicou textos afirmando a inferioridade intelectual de povos não arianos.

O pré-candidato justificou a leitura como interesse acadêmico e negou concordar com a totalidade das ideias dos autores.

O conteúdo das conversas também expõe diálogos de cunho discriminatório. Em determinado momento, Renan afirmou que “gays são muito pouco afeitos a lealdades”, justificando posteriormente que a frase baseava-se em sua observação sobre dinâmicas internas de grupos políticos.

Além disso, o político promoveu uma espécie de “concurso” informal de fotos de mulheres no grupo, concordando com comentários de membros que manifestavam preferência por “novinhas”.

Em sua defesa, Renan Santos confirmou a veracidade das mensagens, mas buscou minimizar o impacto ético dos diálogos.

Ele classificou as interações como informais e afirmou que, caso seu eleitorado considere o uso de microdoses de cogumelo um erro, ele se comprometeria a não repetir o ato.

Sobre as falas acerca de mulheres e minorias, o político reiterou que suas opiniões pessoais não anulam sua postura como homem público na defesa de seus ideais partidários.

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