Feminicídio tem que se tornar pauta, para além de notícia!
Não podemos alimentar o hábito da informação sobre mais uma “mulher morta” por um homem, com a naturalidade de quem mistura feijão com arroz no prato.
É bizarro imaginar o desespero de duas mulheres trancafiadas por um homem em um banheiro, dentro de uma casa em chamas, porque este criminoso escolheu exatamente essa forma de morte para as suas vítimas.
O crime aconteceu em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.
Embora a artista plástica e ex-companheira do feminicida, Alessandra Vaz, ainda esteja respirando por aparelhos, tendo 80% do corpo queimado, sua amiga Daniela Mousinho da Silveira, não resistiu aos ferimentos em 90% do seu corpo.
Motivo para isso? Não pode existir, não pode!
A desculpa dada por Rodrigo Alves, de 30 anos, se referiu a um suposto descumprimento de acordo de sociedade por parte de Alessandra. Mas nós sabemos que não é verdade. Pois casos assim, podem ser levados a resoluções jurídicas.
O que está por trás da ação nefasta é a fome e a sede de domínio sobre o corpo e a vida da mulher.
Se no momento do crime Alessandra estava em casa com uma amiga, mata-se a outra, afinal são dois corpos de mulheres queimando em consequência de uma “perdida de cabeça” do macho que se sentiu lesionado.
Vejam como precisamos levar adiante as lutas feministas e humanitárias, para instigar a sociedade a admitir seus erros, ao preparar o homem para o trono, no despreparo para lidar com frustrações por ter uma base machista predatória nas relações.
O macho brasileiro é absolutamente predador!”
Mata mulheres, gays e outros homens, por se acreditar predisposto à vitória sobre qualquer corpo que lhe frustre, incomode, não pactue com os seus pontos de vista e desejos.
É mais um texto triste, mas segurando firme a bandeira contra o feminicídio no Brasil!





