Capa da Gazeta de Alagoas deste domingo, a cidade de Satuba foi classificada pelo atual prefeito, Paulo Acioly, como um local falido, que deve fornecedores, atrasa o repasse do duodécimo à Câmara de Vereadores e ameaça não pagar em dia o salário dos servidores públicos.
Porém, o blog descobriu que pelo menos no papel a crise tem outro nome.
Por exemplo: Satuba aderiu ao registro de preços para uma compra futura de R$ 1 milhão em fogos de artifício. Não significa que o prefeito vá usar todo este dinheiro, mas as secretarias ficam autorizadas até o próximo ano- desde que tenham a assinatura final do chefe do Executivo- a gastar o dinheiro em rojões.
O sistema de registro de preços não é considerado uma modalidade de licitação pública, e sim um acessório a modalidade onde tem por objetivo a intenção de compra futura. O objetivo é menos burocracia e é previsto na lei.
R$ 1 milhão em fogos seria suficiente para pagar, durante três anos, a merenda escolar na mesma Satuba.
Na prática mesmo, o prefeito só usou R$ 60 mil para fogos de artifício. Justificativa: “manutenção das atividades das Secretarias Municipais do Poder Executivo”.
