Repórter Nordeste

Prefeitos de Alagoas alegam crise mas recusam abrir contas

CGU

Levantamento da CGU mostra que 38 cidades de Alagoas receberam zero no quesito transparência.

Destaque para municípios do sertão que sofrem os efeitos da seca e pedem ajuda dos governos Federal e Estadual no socorro aos mais pobres- aqueles com acesso deficitário a serviços públicos ou mais sujeitos a indústria da seca.

São estas cidades que deveriam- na teoria- mostrar cada centavo gasto na administração.

Traipu, por exemplo, recebeu zero.

A prefeita Conceição Tavares e o vice Erasmo de Araújo se acusam de corrupção.

Desde a década de 90 os administradores da cidade ou foram presos ou não prestaram contas de convênios federais ou ganharam fama como assaltantes de luxo.

Em Belém, professores estavam em greve por salários sem reajuste há três anos enquanto cantores eram contratados para comemorar a emancipação da cidade.

São Luiz do Quitunde, no litoral norte, teve o prefeito Eraldo Pedro afastado pela Justiça.

O presidente da Associação dos Municípios, Marcelo Beltrão, disse estar surpreso com o resultado até pelo trabalho de conscientização da AMA.

Mas cá entre nós: a maioria dos prefeitos quer mesmo a lei sendo apenas um rodapé, algo a ser usado quando for conveniente.

E a lei da transparência funciona mesmo para quem tem menos a mostrar.

Para quem tem mais, fica a escolha individual, herança deste Brasil ainda de colonos, governadores gerais e reis, hoje sem trono, mas com a majestade desfilando no imaginário social.

Sair da versão mobile