O PP nacional doou R$ 1 milhão, dinheiro do fundão, para eleger Gabi Gonçalves deputada estadual. Ela é filha do prefeito de Rio Largo Gilberto Gonçalves, preso recentemente em operação da Polícia Federal.
GG está na linha de frente da campanha à reeleição de Arthur Lira a deputado federal.
Rio Largo é a terceira maior cidade de Alagoas. GG chegou a ser afastado do cargo por ordem da Justiça.
Investigações da Policia Federal apontam que GG desviou doze milhões de reais da saúde municipal. Uma prisão midiática, segundo a defesa.
O esquema era simples, diz a PF. Um carro da prefeitura, dirigido por assessores de GG, saía do prédio do Executivo e encontrava com outro carro, num beco. Dizem as investigações que assessores de GG recebiam um pacote com dinheiro, sacados na boca do caixa, propina de uma empresa que mantinha contratos com a Prefeitura.
Foram 185 saques bancários entre 2020 e 2022, cada um de 49 mil reais, estratégia para fugir do Coaf.
O mais estranho é que amigo ou amigos do prefeito vazaram dias antes os detalhes desta operação policial. E GG conseguiu uma liminar suspendendo as investigações.
Quem vazou a operação da PF montada para capturar GG? Mistérios.
Dias depois, a liminar caiu e os federais foram à casa do prefeito. Não encontraram dinheiro.
Nas redes sociais, o prefeito tem um lema: “o padrão GG”. Fala de Deus, lê trechos da bíblia e seus discursos parecem sermões.
GG foi preso quatro vezes nos últimos 15 anos por ameaçar de morte um funcionário de suas empresas porque ele cobrava dívida trabalhista, além de acusado de facilitar a fuga de um motorista envolvido em propagada eleitoral irregular.
Mas foi a primeira prisão a mais famosa de todas. Em 2007, deputados e ex-deputados foram para a cadeia por desviarem R$ 300 milhões de reais na época, dos cofres da Assembleia Legislativa. GG era deputado e um dos presos. Uma ligação telefônica gravada com ordem da Justiça mostra o verdadeiro GG: ameaça contar tudo se não receber sua parte no esquema.




