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Por que Cabo Bebeto não defende policial armado revistando alunos do Marista ou Sacramento?

Um fortíssimo candidato à Prefeitura de Maceió não pode se dar ao luxo de discutir medidas autoritárias ou retrógradas para combater um problema tão complexo e delicado como a violência nas escolas.

O deputado cabo Bebeto (PSL) sugere policiais armados nas escolas públicas alagoanas. Objetivo é o combate ao crime.

Existem escolas localizadas em áreas dominadas pelo tráfico onde a polícia só entra se pedir licença. Como no Dique Estrada, os conjuntos que margeiam o bairro do Benedito Bentes, o Vale do Reginaldo.

Na hipótese da ideia do parlamentar ser posta em prática, haverá um banho de sangue na periferia de Alagoas.

Para testar a validade dessa ideia, basta perguntar: se escolas como o Marista, Sacramento, Inei- onde estudam os rebentos da nossa elite política e econômica- tivessem policiais armados caminhando pelos corredores, revistando alunos, observando atitudes suspeitas de profissionais do ensino, como a nossa elite local reagiria? Qual o deputado estadual, com os filhos estudando nestas escolas se posicionaria a favor de uma medida tão extrema?

Por que o quê vale para uns não pode ser usado para todos?

O deputado cabo Bebeto merece ser respeitado em sua posição do parlamentar.

Mas o conhecimento que ele possui da sociedade não passa das humilhantes revistas filmadas por ele dos pretos e pobres nas periferias da capital alagoana que lhe valeram a vitória nas urnas.

Ele não faria o mesmo em bairros mais ricos. Porque o Brasil tem o seu público de matáveis: seres humanos que podem virar areia de cemitério porque são taxados de bichos sem alma.

Não são gente e sim CPFs cancelados.

Em uma sociedade herdeira da escravidão cercada pela concentração de renda e hiper desigualdade desde o começo civilizatório, o olho por olho deixará todo mundo cego.

Ou não?

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