Policiais rodoviários recebiam propina para liberar veículos e cargas irregulares

Dois policiais rodoviários federais conhecidos em Caratinga foram presos sob acusação de participação em um esquema de corrupção. A Operação Cerração deflagrada pela Polícia Federal, que iniciou investigações há cerca de um ano e meio, também prendeu um empresário e um caminhoneiro. Segundo informações da PF, os policiais recebiam propinas para liberar veículos e cargas irregulares. A polícia descobriu que eles agiam nos postos de Caratinga e Realeza, na BR-116.

Os nomes dos policiais não foram divulgados. Eles respondiam pelo mesmo tipo de crime cometido há alguns anos.

A PF baseou sua operação contando com informações da própria Polícia Rodoviária Federal. O empresário detido é de Santa Bárbara do Leste. Ele foi recolhido de casa logo pela manhã pelos agentes federais e levado para a sede da Delegacia da PF, em Governador Valadares. Ele atuava no ramo de transporte de cargas de carvão e teria sido autuado recentemente. Existe a suspeita de que ele possa ser testemunha-chave para confirmar o esquema.

Além de Santa Bárbara do Leste, os federais cumpriram mandados de busca e apreensão também em Caratinga, Manhuaçu, Medina e Piedade de Caratinga.

Segundo o delegado Cristiano Jomar Costa Campidelli, os policiais usavam o cargo público para obter vantagens, principalmente financeiras. “Eles exigiam dinheiro em troca de liberações de veículos irregulares nos postos”, confirmou o delegado.

O empresário preso é dono de uma transportadora e pagava aos policiais para que seus caminhões ficassem sempre impunes. Outro preso é um caminhoneiro que arregimentava cargas e negociava diretamente com os policiais rodoviários nos postos da rodovia BR-116 para facilitação de passagens de cargas em situação irregular.

Os policiais vão responder por corrupção passiva e os outros dois presos por corrupção ativa. Segundo Campidelli, as penas para os crimes variam de dois a doze anos de prisão. Os policiais podem perder os cargos públicos em caso de condenação ou por meio de processo administrativo (sindicância) para apurar os crimes. A polícia ainda não divulgou o local onde os presos estão acautelados, nem a identificação oficial de cada um deles.

As informações são da TV Super Canal

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