Foi assim na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Agora, na Bienal do Rio.
Marcelo Crivella, prefeito do Rio, mandou colocar a polícia na Bienal para recolher material “de conteúdo impróprio” a crianças e adolescentes.
Material impróprio é o pornográfico ou obsceno. Estes devem vir embalados em embalagem escura, com advertência.
Um beijo gay de uma revista em quadrinhos foi visto, pela Prefeitura, como material obsceno.
Resultado: as editoras mandaram recolher todo o material com conteúdo LGBTQ+, alvos do prefeito que é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus.
Em 1937, por ordem do Estado Novo, livros de Jorge Amado foram queimados. O foco era Capitães de Areia, que era a visão da vida nos olhos de meninos de rua.
Entre os temas do livro?
O “homossexualismo” que, para Crivella, é doença.




