Polícia brasileira está matando mais. E o alvo é pobre e preto

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que existe uma ordem para matar pretos e pobres no país. Quem executa é a polícia. Não estamos falando do “bandido bom é bandido morto” e sim de uma seleção “natural”: quem morre mais é o preto e o pobre. Bandido ou não. A polícia endossa a eugenia, só que mais escancarada: convencionou-se pensar que há mais bandidos nas periferias. E essa doença deve ser eliminada na raiz. Matando.

Já existe um genocídio em curso no Brasil com a pandemia. Quem é mais pobre morre mais. E o SUS vem recebendo menos dinheiro.

Mas existe outro genocídio, institucionalizado, que virou peça da paisagem. Se o pobre ou o preto não morrerem de fome ou sem atendimento na rede pública, eles serão vítimas da pena capital da polícia. Sim, há pena de morte no Brasil, muito mais perversa que a dos corredores da morte dos filmes americanos.

Há policiais vestindo roupa de Rambo ou Charles Bronson. Eles viraram promotores, juízes e coveiros. Tribunal de Justiça e Ministério Público, que gastam tempo e dinheiro público homenageando uns aos outros, veem este problema como na casa do vizinho. Até quando um dos seus ou seus filhos recebem uma bala na cara.

Aí eles querem que as dores deles sejam as nossas, evocando uma solidariedade mesquinha e um amor ao próximo exaltando o próprio ego. O massacre avança e não vai parar. É uma política pública. Um negócio. Um projeto.

 

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