PMDB racha e não vota em Renan à presidência do Senado

Juliane Sacerdote_ Brasília_247
Senador Pedro Simon bate duro em cúpula do seu próprio partido, que quer Renan Calheiros presidindo o Senado e Henrique Eduardo Alves, a Câmara; “O partido não faz reunião para nada, tudo é feito por um grupo dominante”, disse ele ao 247, referindo-se ao próprio Renan, José Sarney (AP), Henrique Eduardo Alves (RN), Romero Jucá (RR) e outros; ex-governador gaúcho não aceita concorrer com apoio do PSDB; “Meu voto será para o Randolfe Rodrigues (PSOL)”, avisa
Um dos fundadores e principais expoentes do PMDB, o senador Pedro Simon (RS) se diz “magoado” com o próprio partido. Segundo o parlamentar, “as últimas escolhas” de presidentes do Senado e lideranças foram feitas por um “grupo dominante”, sem discussões internas.
Mesmo assim, diz que permanece na legenda, que ajudou a fundar em 1980. E dispara: “Estou magoado com esse quadro que não é o melhor. Nunca nos reunimos para escolher presidentes e líderes, apenas um grupo dominante faz parte dessas escolhas. Mas continuo no partido, ele é mais meu do que dessa gente”, destacou ao Brasil 247.
O senador gaúcho reafirma que não vota em Renan Calheiros (PMDB-AL) para presidente do Senado, o candidato colocado pelo partido, e apontado como favorito na disputa. Segundo ele, o nome do parlamentar “não é indicado para mudar coisas no Senado” como deseja a população.
Simon lembra que iria votar no senador Luiz Henrique (PMDB-SC), mas o parlamentar desistiu de colocar a sua candidatura. O nome do peemedebista já contava com o apoio de um grupo independente, formado pelos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Taques (PDT-MT), além do próprio Simon.

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