O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, declarou que novos indiciamentos relacionados ao plano de golpe de Estado, que se intensificou após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), são “tecnicamente” possíveis.
Desde o início das investigações 40 pessoas já foram indiciadas por envolvimento em atividades ilegais.
Rodrigues, em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, que ocorreu nesta segunda-feira (27), destacou que a possibilidade de novos indiciamentos existe sempre que houver evidências de autoria, materialidade e circunstâncias que indiquem participação em delitos.
Ele enfatizou que, apesar da possibilidade técnica, não poderia especular sobre a continuidade das investigações.
Atualmente, a PF está analisando o material coletado durante a Operação Contragolpe, e um relatório adicional está em fase de elaboração. Rodrigues mencionou a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como uma das fontes que podem influenciar as investigações.
“Vamos buscar elementos de prova para confirmar, ou não, aquilo que foi que foi dito”, afirmou, prometendo que os resultados conclusivos seriam apresentados ao Poder Judiciário assim que disponíveis.
Os indiciados incluem figuras proeminentes, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros Walter Braga Netto e Augusto Heleno, além de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Eles enfrentam acusações graves, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.








