A Polícia Federal pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e controlador do Banco Digimais. A medida faz parte da Operação Miragem, que apura suspeitas de gestão fraudulenta na instituição financeira.
A Justiça autorizou o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 670 milhões, além da quebra de sigilo de Macedo e de outros investigados. Foram cumpridos mandados de busca em endereços ligados ao banco e seus executivos.
Macedo não foi alvo direto das buscas porque mora fora do Brasil. Mesmo assim, segue incluído entre os investigados e pode responder por crimes contra o sistema financeiro nacional.
Entre os alvos estão dirigentes do Digimais e empresas ligadas ao grupo, como a Bless Capital e fundos de investimento associados.
O Banco Digimais nasceu do antigo Banco Renner, fundado em Porto Alegre. Em 2009, Macedo entrou como acionista e, em 2020, assumiu o controle total, transformando-o em banco digital.








