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PF diz que Michel Temer incentivou ‘pagamentos ilegítimos’ a Eduardo Cunha

Brazilian President Michel Temer (C) arrives to the signing ceremony of a decree that fees differential prices for payment in cash and with credit card at the Planalto Palace in Brasilia, on June 26, 2017. Temer faces his own crisis with the prosecutor general expected to request formal corruption charges against the president Monday or Tuesday. / AFP / EVARISTO SA

Na versão final do relatório entregue na tarde desta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal concluiu que Michel Temer “incentivou” os pagamentos ilícitos feitos por Joesley Batista, da JBS. Em delação feita pelo empresário, ele afirma que o presidente teria dado ‘aval” para que fossem feitos pagamentos de uma espécie de mesada ao deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que se mantivesse em silêncio.

Ainda segundo a PF, Temer atuou para obstruir a Justiça. A corporação ainda afirma que o presidente também participou de “organização criminosa”, formada por integrantes do PMDB na Câmara dos Deputados.

Segundo a PF, Temer atuou para obstruir a Justiça. O presidente praticou “infração penal praticada por organização criminosa, na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegitimos a Eduardo Cunha pelo empresário Joesley Batista, ao tempo em que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção de membros da Magistratura Federal e do Ministerio Publico Federal que Ihe fora narrada pelo mesmo empresário”, afirma a corporação.

Assim que chegou em suas mãos, o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supemo, enviou diretamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) a documentação.

Além de Temer, a PF afirma que o empresário Joesley também atuou para obstruir a Justiça, na medida em que manteve os pagamentos ilegais.

O ex-ministro de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, também foi apontado como um dos que agiram para obstrução da Justiça, pois teria manifestado interesse que os pagamentos a Cunha ao doleiro Lúcio Funaro.

Fonte: Estado de Minas

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