A apreensão recente do celular de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, revelou um fato alarmante descoberto pela Polícia Federal: a participação de um segurança presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em um grupo de whatsapp composto por militares da ativa.
Nesse grupo, eles defendiam um golpe de Estado e ameaçavam o ministro Alexandre de Moraes. As informações obtidas mostraram que o tenente-coronel André Luis Cruz Correia também era membro desse mesmo grupo no qual Mauro Cid estava presente.
Imediatamente após a descoberta, a Polícia Federal comunicou o ocorrido ao Palácio do Planalto, o qual prontamente decidiu demitir Correia. Vale destacar que Correia exercia a função de segurança direta de Lula, sendo subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A revelação da presença de Correia nesse grupo golpista aumentou as tensões entre a PF e o GSI, que possuem visões divergentes sobre o modelo de segurança presidencial, com o GSI defendendo um modelo híbrido.
Os investigadores da PF estão extremamente indignados com essa situação, considerando preocupante que um segurança presidencial faça parte de um grupo com tais inclinações. Por sua vez, o GSI trata esse episódio como apenas mais um capítulo da disputa entre as duas entidades.
Além disso, a revelação de que Mauro Cid estava presente no email de ajudância de ordens do presidente levanta questionamentos sobre a responsabilidade do GSI nesse caso.
Conforme informações adicionais, é mencionado que Correia solicitou a ajuda de Cid para obter uma realocação de estado, mas o GSI afirma que se tratava apenas de uma consulta sobre vagas disponíveis.
O general Marcos Antonio Amaro dos Santos, ministro do GSI, confirmou a demissão de Correia, no entanto, negou ter conhecimento sobre a existência de algum relatório da PF que indicasse sua participação no grupo golpista.
Ele também refuta a alegação de que Cid teria influenciado na entrada de Correia no GSI. Por fim, o GSI planeja realizar uma reestruturação, cujos detalhes serão anunciados em breve.
*Com informações do G1








