A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de um pedido de investigação contra o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O procedimento foi instaurado após uma solicitação formal enviada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, fundamentada em uma representação da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG).
O caso foi encaminhado à corporação no último dia 8 de janeiro e representa um dos atos finais da gestão de Ricardo Lewandowski à frente da pasta, ocorrido pouco antes de o ministro oficializar sua saída do governo.
A controvérsia central do pedido reside em publicações feitas pelo senador em suas redes sociais, nas quais ele estabelece uma associação direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder venezuelano Nicolás Maduro.
Na representação, a deputada mineira sustenta que Flávio Bolsonaro teria cometido crimes contra a honra do chefe do Executivo ao sugerir, em uma postagem, que Lula seria “delatado” após a captura de Maduro pelas forças dos Estados Unidos.
Na ocasião, o parlamentar do PL afirmou que tal desdobramento significaria o “fim do Foro de São Paulo”, declaração que a acusação classifica como uma tentativa de vincular o atual governo a supostas práticas ilícitas internacionais sem provas fundamentadas.
A partir de agora, a Polícia Federal atravessa uma fase de avaliação preliminar dos documentos e das postagens citadas.
Este estágio é decisivo para o futuro do caso, pois os investigadores podem seguir por três caminhos distintos: a abertura formal de um inquérito para aprofundar as apurações, o arquivamento sumário por entender que não existem elementos jurídicos que configurem crime, ou ainda a declaração de incompetência, o que resultaria no envio do processo para outra esfera do Judiciário.
Enquanto a PF não se posiciona, a defesa do senador Flávio Bolsonaro ainda não detalhou sua linha de resposta às acusações.








