PF apura conexão entre Eduardo distribuição irregular de medicamento na pandemia

Mensagens obtidas pela Polícia Federal a partir da quebra de sigilo do tenente-coronel Mauro Cid revelam que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esteve envolvido na organização da distribuição da proxalutamida, um medicamento sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante a pandemia da covid-19. À época, Mauro Cid atuava como Ajudante de Ordens da Presidência da República.

A apuração é do Estadão.

Segundo as investigações, o medicamento foi encaminhado para hospitais no Rio de Janeiro, mesmo sem autorização oficial para uso no Brasil. A proxalutamida é um antiandrogênico originalmente desenvolvido para tratamento de câncer, e não possui comprovação científica de eficácia contra a covid-19. Durante a pandemia, o remédio foi promovido por aliados do então presidente Jair Bolsonaro como parte de um suposto “tratamento precoce”.

As mensagens indicam que Eduardo Bolsonaro participou da logística de distribuição, em articulação com militares e outros agentes políticos. O deputado foi procurado por jornalistas, mas não respondeu aos questionamentos sobre o caso.

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