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PF aponta Malafaia como operador-chave de atos pró-Bolsonaro

Brasília (DF), 07/05/2025 - O ex presidente, Jair Bolsonaro (e) e pastor, Silas Malafaia (d), participam da manifestação em defesa da anistia aos condenados nos atos golpistas de 8 de Janeiro Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) identificou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro contam com o “auxílio de material de terceiros” para finalidades criminosas, tendo o pastor Silas Malafaia como peça-chave dessa articulação.

Segundo as investigações, Malafaia atua na organização de protestos e na mobilização de evangélicos em todo o país, com especial influência na região Sudeste.

O documento destaca que a atuação do pastor vai desde a organização direta de manifestações até participação ativa em eventos, incluindo discursos em trio elétrico e articulação com diversos grupos.

Sua capacidade de congregar diferentes setores, especialmente o eleitorado evangélico, é considerada vital para a demonstração de força política do bolsonarismo por meio de mobilizações populares, como as tradicionalmente realizadas em 7 de setembro.

As mensagens apreendidas pela PF também revelam tensões internas no grupo. Malafaia teria expressado críticas diretas ao trabalho do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, considerando algumas de suas condutas prejudiciais aos interesses do grupo.

A análise do relatório aponta que a eventual apreensão do celular de Malafaia poderia impactar significativamente a capacidade de articulação do grupo, representando um obstáculo para a realização de futuros atos de rua.

O isolamento do pastor seria, portanto, um duro golpe na estrutura de mobilização bolsonarista, uma vez que sua figura é central no processo de convocação e unificação de apoiadores em torno de causas políticas comuns.

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