PF alega que PL apoiou tentativas de legitimar manifestações em QGs

MatŽria especial um ms dos atentados golpistas

As investigações da Polícia Federal (PF) revelaram que o Partido Liberal (PL) teve um papel central no financiamento da estrutura de apoio às alegações de fraudes nas urnas eletrônicas, com o objetivo de legitimar os protestos em frente aos quartéis do Exército, que se intensificaram após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Essa megaoperação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe detalhes da investigação realizada pela PF.

De acordo com o relatório, o PL realizou um pagamento de R$ 1,2 milhão ao Instituto Voto Legal, dividido em cinco parcelas de R$ 225 mil durante um período de quatro meses.

Foi descoberto que o partido intensificou sua estratégia de denunciar a suposta fraude em 22 de novembro de 2022, quando a Coligação Pelo Bem do Brasil (PL, Republicanos e PP) entrou com uma ação judicial para anular os votos das eleições.

Segundo as investigações, os especialistas contratados pelo Partido Liberal, que supostamente eram independentes, na verdade tinham ligações com Fernando Cerimedo, um argentino que fazia transmissões ao vivo na internet afirmando que havia fraudes nas urnas eletrônicas, e o major da reserva Angelo Martins Denicoli.

Os investigadores apontam que o partido atuou como o núcleo jurídico de uma suposta organização criminosa, que assessorava e redigia decretos com base em fundamentos jurídicos e doutrinários para atender aos interesses do grupo investigado, que tinham tendências golpistas.

A investigação ressaltou que a contestação formal do resultado das eleições por um partido político, aliada à disseminação da narrativa falsa por influenciadores digitais e membros da mídia tradicional, contribuíram para perpetuar o discurso de atuação ilegítima do Poder Judiciário, especialmente do STF e do TSE, ultrapassando os limites constitucionais.

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