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Petrobras anuncia retorno à distribuição de gás de cozinha após seis anos

A Petrobras anunciou que voltará a atuar diretamente na distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, após seis anos fora do setor. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da estatal e marca o retorno da empresa a um segmento estratégico que havia sido privatizado em 2020 com a venda da Liquigás.

Segundo comunicado oficial divulgado na noite de quinta-feira (7), a Petrobras pretende integrar a nova operação com outras áreas da companhia, incluindo refino, transporte e soluções de baixo carbono. A estatal não detalhou como será a retomada, nem se voltará a vender diretamente ao consumidor final ou apenas a grandes distribuidores.

Reação do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia criticado publicamente o preço elevado do botijão de gás e a concentração do mercado nas mãos de poucas empresas. Em maio, Lula afirmou que o produto é vendido pela Petrobras às distribuidoras por cerca de R$ 37, mas chega ao consumidor por até R$ 140. “Alguém está ganhando muito dinheiro com isso”, disse o presidente em evento no Mato Grosso.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também vinha defendendo o retorno da estatal à distribuição como forma de ampliar o poder regulador sobre os preços e garantir mais equilíbrio ao mercado.

Histórico

A Liquigás, antiga subsidiária da Petrobras responsável pela distribuição de GLP, foi vendida em 2020 por aproximadamente R$ 4 bilhões a um consórcio formado pelas empresas Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás. Desde então, quatro empresas passaram a controlar cerca de 90% do mercado de gás de cozinha no Brasil.

Com a nova diretriz, a Petrobras busca reposicionar-se no setor, embora ainda esteja impedida de atuar na distribuição de combustíveis líquidos, como gasolina e diesel, até 2029, por cláusula contratual da venda da BR Distribuidora (hoje Vibra).

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