Recebi esse texto por e-mail, e juntei-me a esse clamor como mãe de um jovem assassinado aos 16 anos, vítima daviolência institucionalizada em Alagoas. Alexystaine Laurindo, nos foi tirado do aconchego em 22 de novembro de 2010, mas estendo essa voz às famílias de Tiago Tierras, Eric Ferraz, Bárbara Regina, Giovanna Tenório, Fábio Acioli, Professor Ezequias, Bruno Macena e outros tantos alagoanos.
Pessoas de bem não deveriam sofrer…
Mas a vida não é assim. O sofrimento atinge pessoas boas e ruins, e as pessoas que
exercitam o bem sofrem e são vítimas da violência como qualquer um. Vítimas de pessoas
que se julgam impunes ao cometerem tais crimes. Um ladrão dificilmente confessa que
roubou, um criminoso por mais hediondo que seja seu crime, nunca confessa que tirou
a vida de alguém. E a justiça brasileira é a priori pró-réu. Costumamos ver ao final do
julgamento um réu com vestes formais e com semblante de injustiçado, ao lado de seus
advogados dizendo que vão usar todos os recursos para diminuir a pena ou coisa parecida,
e a família da vítima, aí sim, de fato com o sentimento maior de que a justiça não foi feita
pois a pena se torna muito ínfima diante da morte de um ente querido, tirado de nosso
convívio de forma criminosa. Nenhum resultado do tribunal consolaria o coração de uma
família enlutada!
O que consola é saber que a dor das pessoas de bem é uma dor diferenciada, pois ela
comove, ela é agente de transformação da sociedade, ela se torna uma bandeira e não
pode ser resolvida (?) somente nos tribunais. O tribunal é um passo importante para
combater a impunidade, que é tão violenta como o próprio ato de violência, mas quando
uma pessoa de bem, uma família do bem, sofre a perda irreparável de um ente querido
todos deveriam se levantar, sair de suas casas, ser vizinho nessa dor e gritar por todos os
cantos: Vida é para ser respeitada! Não ao crime, não à violência, não à impunidade!
Cilene, Paulo, familiares e amigos, a nossa voz interior e social se une a de vocês nesse
feito por justiça.
Família de Luiz Ferreira de Souza, barbaramente assassinado em 03 de setembro de 2011.
Rita Name e filhos




