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Pesquisa mostra que Arthur Lira afunda junto ao bolsonarismo

O aperto de mão de Arthur Lira aos prefeitos não tem sido suficiente para lhe garantir votos para o Senado.

Os números da pesquisa encomendada pela CNN mostram que Lira seria derrotado na disputa em qualquer cenário, caso as eleições fossem hoje.

Em resumo: o ex-presidente da Câmara apanharia, e feio, nas urnas.

E o conjunto da obra ajuda a explicar esse naufrágio do lirismo.

Quando era presidente da Câmara, o deputado não levou adiante nenhum dos mais de 100 pedidos de impeachment contra o então presidente Jair Bolsonaro.

O quebra-quebra de prédios públicos em Brasília mostrou uma Arthur Lira tímido, amiudado, sem insistir de maneira severa que as imagens valiam mais que todas as palavras. Sim, agiu com alguma raiva. Em seguida, silenciou. Ou seja: assistimos ali ao desaguar de todo o esgoto do bolsonarismo, anos e anos alimentando teorias conspiratórias sem que Arthur Lira pudesse atuar, como líder que era, num momento que entrou para a história

Vimos Arthur Lira em silêncio no auge da pandemia, quando Bolsonaro imitava pessoas sem ar nas UTIs,  zombando dos mortos, da família dos mortos.

Enquanto isso, Arthur Lira liderava o orçamento secreto, um método que se mostrou fácil e rápido dos parlamentares colocarem a mão na butija, se lixando para a sociedade na hora da prestação de contas.

Aliás, sociedade tratada or Arthur Lira como algo irrelevante. Ele se lixa para as críticas, os apelos, atua como advogado do Centrão, do mercado financeiro, das maiores fortunas, indica apaniguados em estatais federais públicas em Alagoas para atender a um projeto individual de poder.

As pessoas podem dizer “mas sempre foi assim, outros fizeram a mesma coisa”. Só que Arthur Lira conseguiu piorar o que já era pior. Ele mostrou a todo o Brasil que a lama do fundo do poço nem é a parte mais suja muito menos o limite dos negócios na política.

A claque que o aplaude todos os dias nas redes sociais ou nos eventos organizados pelos seus correligionários, quer mesmo é assistir ao seu fim.

E Arthur Lira não é um personagem qualquer nem um Hugo Motta. Tamanha é a sua vasta influência que ele tem as duas mãos no comando atual da Câmara dos Deputados.  Não é elogiado por isso. E nem se importa.

Aliás, vendo as redes sociais de Arthur Lira é possível perceber que não existe um projeto de país sendo discutido.

E sim a vaquejada, os bois de Arthur Lira na vaquejada, a fortuna que acumula com fazendas e bois. Isso enquanto sonha com o mandato a senador que o alagoano, pelo que mostra na pesquisa encomendada pela CNN,  rejeita oferecer ao parlamentar.

Os quatro anos tão festejados por Arthur Lira no comando da Câmara são ignorados, rejeitados e abominados pela maioria dos alagoanos. Vemos ao vivo um político se dissolvendo na própria mediocridade construída por ele mesmo.

Se vai dar tempo para alterar a rota? Eis a questão.

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