A corrida presidencial ainda parece distante, mas os humores do eleitorado brasileiro já desenham um cenário de fortes resistências.
De acordo com a nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (11/3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como o nome mais rejeitado entre os principais candidatos testados.
Ao serem questionados sobre em quem “não votariam de jeito nenhum”, 43,6% dos entrevistados apontaram o atual mandatário.
O número coloca Lula em uma posição desconfortável no topo da lista, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ocupa o segundo lugar com 34,5% de rejeição.
A diferença entre os dois principais polos da política nacional é de 9,1 pontos percentuais, uma distância que ultrapassa a margem de erro do levantamento, que é de 2,5 pontos para mais ou para menos.
O cenário reflete a persistente polarização do país, mesmo com o governo em exercício tentando consolidar sua base.
O levantamento Meio/Ideia ouviu 1,5 mil pessoas entre os dias 6 e 10 de março e permitiu que os entrevistados escolhessem mais de um nome, revelando que a rejeição a figuras da direita moderada e governadores é significativamente menor.
Enquanto Lula e Flávio concentram os maiores índices, nomes como Ronaldo Caiado (15%), Ratinho Jr. (14,8%) e Romeu Zema (13,8%) aparecem em um patamar de resistência muito inferior, sugerindo um campo de crescimento maior para “terceiras vias” ou nomes menos desgastados pela polarização direta.
O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, frequentemente apontado como herdeiro político do bolsonarismo, apresentou uma rejeição de apenas 13,5%, o que o coloca tecnicamente empatado com Eduardo Leite (13,3%) e Renan Santos (13%).
No pé da lista, Aldo Rebelo é o candidato menos rejeitado, com 9,4%. A pesquisa ainda aponta que 14,7% dos eleitores não sabem quem rejeitar, enquanto uma parcela mínima de 4,1% afirma não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.
Com um intervalo de confiança de 95%, os dados acendem o alerta no Palácio do Planalto sobre a dificuldade de Lula em furar a bolha de resistência a seu nome.
*Com Agências








